A vitamina D é uma substância lipossolúvel que apresenta várias formas e análogos, sendo as mais utilizadas o ergocalciferol (vitamina D2) e colecalciferol (vitamina D3). A dieta pobre dessa vitamina e a falta de exposição ao sol podem levar à deficiência, causando hipocalcemia, hipofosfatemia, submineralização ou desmineralização dos ossos, fraqueza muscular e dor e fraturas nos ossos. Por outro lado, a hipervitaminose pode causar anorexia, cansaço, náuseas e vômitos, diarreia, poliúria, noctúria, sudorese, dor de cabeça, sede, sonolência e vertigem. Idosos e crianças são os mais acometidos pela falta da vitamina D, necessitando acompanhamento médico mais próximo.

Normalmente, doses de 400UI são suficientes para prevenção da deficiência em adultos, porém, é comum encontrar prescrições com doses maiores podendo ultrapassar 100.000UI no tratamento da hipocalcemia devido ao hipoparatireoidismo. De acordo com a Instrução Normativa IN nº 28, de 26 de julho de 2018, a dose máxima para um adulto considerada como suplementação nutricional é de 2.000UI por dia. Os limites de prescrição de dose por profissionais são:

  •  Farmacêuticos e nutricionistas: até 2.000UI diários
  • Médicos e dentistas: de acordo com a necessidade individual

Além das avaliações nutricionais relacionadas à carência da vitamina D, que dependem de suplementação, outras possíveis finalidades que envolvem sua indicação terapêutica precisam ser verificadas. É possível encontrar algumas revisões sistemáticas que apoiaram o papel protetor da suplementação de vitamina D na prevenção da infecção aguda do trato respiratório.

A avaliação de quanto cada organismo/individuo suporta/necessita em termos de dose é muito importante para gerenciamento da atividade da vitamina D no organismo e, portanto, o acompanhamento médico através de exames de doseamento durante o tratamento é essencial.

No dia a dia da farmácia magistral, atender uma prescrição contendo vitamina D pode ser um desafio por vários motivos:

  • Trata-se de uma substância que pode sofrer oxidação e fotodegradação, portanto recomenda-se o uso de antioxidantes e embalagens que protejam da luz (ex.: frasco âmbar).
  •  As doses são prescritas em UI, portanto, para aviar a fórmula é preciso convertê-las para grama ou miligrama, de acordo com as informações contidas no Certificado de Análise.
  • É necessário realizar a diluição quando o prescritor solicitar doses baixas (ex.: 400UI).
  • Sempre que for solicitada a administração em gotas é preciso realizar a calibração do conta gotas.

A manipulação da vitamina D envolve diversos cálculos e particularidades farmacotécnicas que devem ser seguidos atentamente.

Confira o material orientativo que Anfarmag preparou.

 

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