Precificação em farmácia de manipulação: O quarto encontro da Mentoria Gestão Descomplicada 3.0 reuniu empresários do setor magistral para discutir precificação em farmácia de manipulação e gestão de compras. Durante a aula, Vinicius apresentou ferramentas práticas para aumentar a rentabilidade e fortalecer a gestão das empresas.
A precificação começa pelo posicionamento da marca
Segundo Vinicius, precificar vai muito além de calcular custos. Antes de definir qualquer preço, a farmácia precisa compreender seu posicionamento no mercado. Afinal, o valor cobrado deve refletir sua proposta e a experiência oferecida ao cliente.
Por isso, empresas com posicionamento premium devem alinhar seus preços ao valor percebido pelo consumidor. Da mesma forma, farmácias com perfil mais democrático precisam construir uma estratégia compatível com seu público.
Além disso, o especialista destacou que manter esse posicionamento exige consistência. Em muitos casos, dizer “não” para uma venda pode ser mais estratégico do que comprometer a rentabilidade do negócio.
Seis pilares para uma precificação estratégica
Durante a mentoria, Vinicius apresentou seis princípios para tornar a precificação em farmácia de manipulação mais eficiente.
Entre eles, destacam-se:
- valorizar o posicionamento da marca;
- definir um mix de produtos adequado;
- realizar pequenos ajustes de preços periodicamente;
- capacitar a equipe comercial para contornar objeções;
- utilizar fichas técnicas para conhecer o custo real das formulações;
- acompanhar indicadores que apoiem a tomada de decisão.
Dessa forma, a precificação deixa de ser apenas um cálculo financeiro. Ela passa a fazer parte da estratégia da empresa.
Gestão de compras e estoque caminham juntas
Na segunda parte do encontro, o foco foi a gestão de compras e estoque.
Vinicius explicou que comprar bem não significa apenas negociar o menor preço. Antes da compra, é preciso analisar a situação financeira da empresa, o prazo de pagamento, a sazonalidade das vendas e o potencial de utilização dos insumos.
Além disso, o especialista recomendou manter um estoque médio entre 90 e 100 dias. Esse período garante equilíbrio entre abastecimento e capital de giro.
Para facilitar esse controle, também foi apresentada uma planilha de compras. A ferramenta ajuda a acompanhar os pagamentos aos fornecedores e melhora o planejamento do fluxo de caixa.
Indicadores fortalecem a gestão
Outro tema importante da aula foi o uso de indicadores de desempenho.
Entre eles, Vinicius destacou o Índice de Vitalidade de Novos Produtos (IVNP). O indicador mede quanto os produtos lançados nos últimos 12 meses representam no faturamento da empresa.
Segundo a recomendação apresentada, o IVNP deve corresponder entre 10% e 20% do faturamento anual. Assim, a farmácia mantém um portfólio atualizado sem comprometer sua sustentabilidade financeira.
Além do IVNP, também foram discutidos indicadores como markup, custo do material aplicado e giro de estoque. Juntos, esses dados ajudam o gestor a tomar decisões mais seguras.
O Motor 2.0 amplia oportunidades
Outro conceito apresentado foi o Motor 2.0.
Segundo Vinicius, toda farmácia deve desenvolver novas fontes de receita além do seu negócio principal. Entretanto, essa diversificação precisa acontecer de forma gradual e planejada.
Por isso, novos serviços, parcerias e soluções voltadas à saúde podem fortalecer o negócio. A recomendação é que essas iniciativas representem, inicialmente, cerca de 10% do faturamento.
Participantes compartilharam desafios
A parte final da mentoria foi dedicada às perguntas dos participantes.
Carla questionou a aplicação do markup em diferentes tipos de formulações. Flávio trouxe dúvidas sobre lançamento de novos produtos, produtividade em laboratório e cenário econômico. Amanda também participou da discussão ao abordar novas oportunidades de receita e tendências para o mercado.
Em todas as respostas, Vinicius reforçou a importância de utilizar indicadores e planejamento. Assim, as decisões deixam de ser baseadas apenas na percepção e passam a considerar dados concretos.
Um mercado que exige gestão cada vez mais estratégica
Ao encerrar o encontro, Vinicius comentou o momento vivido pelo setor magistral.
Segundo ele, o mercado de saúde personalizada apresenta grande potencial de crescimento no longo prazo. Entretanto, o cenário econômico brasileiro exige mais cautela dos empresários.
Por isso, fortalecer a gestão tornou-se indispensável. Acompanhar indicadores, controlar custos e planejar compras são ações que contribuem para uma empresa mais preparada.
O quarto encontro da Mentoria Gestão Descomplicada 3.0 mostrou que uma precificação em farmácia de manipulação bem estruturada, aliada à gestão de compras e ao controle financeiro, pode gerar decisões mais inteligentes e resultados mais sustentáveis para as farmácias magistral.